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Pix reduz uso de dinheiro em espécie pelos brasileiros

Uma pesquisa recente da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revela que 61% dos brasileiros estão deixando de lado o uso de dinheiro em espécie. Isso aconteceu principalmente após a popularização do sistema de pagamentos instantâneos, como o Pix. O estudo também mostra uma mudança interessante nas preferências para pagamentos, com um crescimento nas transações digitais, seja em compras presenciais, online ou até na divisão de contas entre amigos e familiares. Vamos entender melhor como essa transformação está moldando a rotina financeira da galera.

Nos últimos anos, o Pix virou um verdadeiro fenômeno no Brasil. Ele não só trouxe rapidez nas transações, mas também conquistou os consumidores com algumas vantagens. Com o Pix, as transferências são feitas em questão de segundos, a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, e a maioria das operações para pessoas físicas não tem tarifas. Por isso, ele deixou de ser apenas uma opção para transferências entre contas e agora é aceito em praticamente todos os tipos de comércio.

### Dinheiro em espécie perde espaço

O estudo da Serasa deixa claro que o hábito de andar com dinheiro vivo está em queda. Os dados são impressionantes: 61% das pessoas entrevistadas afirmaram que usam menos dinheiro em espécie. É comum ver consumidores saindo de casa apenas com o celular, já que muitos estabelecimentos agora aceitam pagamentos digitais. Supermercados, farmácias, restaurantes e até vendedores ambulantes estão adotando o Pix, tornando a vida mais prática.

### Outros meios de pagamento também perdem espaço

E não é só o dinheiro em espécie que está perdendo seu espaço. O levantamento aponta que outros métodos tradicionais de pagamento também estão em declínio. Entre os entrevistados, 28% disseram que usam menos boletos bancários, 17% reduziram o uso do cartão de débito, e 13% diminuíram a utilização do cartão de crédito físico. Isso não quer dizer que os cartões sumiram do mapa, mas muitos preferem usar carteiras digitais ou pagar diretamente com o Pix.

### Como os brasileiros utilizam o Pix?

A pesquisa também revelou algumas situações em que o Pix é mais utilizado. Por exemplo, o envio de dinheiro entre pessoas é a utilização mais comum, com 57% dos entrevistados usando essa opção para ajudar familiares e amigos. O comércio eletrônico também se beneficia, com 36% dos consumidores usando o Pix para compras online, aproveitando a confirmação imediata do pagamento. E nas lojas físicas? Um dado interessante é que 24% dos entrevistados já utilizam o Pix para pagar diretamente nas lojas.

### Pix por aproximação

Uma das novidades que promete facilitar ainda mais a vida dos consumidores é o Pix por aproximação. Essa funcionalidade permite que você pague apenas aproximando o celular da máquina de cartão, igual ao que acontece com os cartões que têm a tecnologia NFC. Essa nova opção traz mais praticidade e se integra bem com carteiras digitais e aplicativos bancários. No momento, ela está disponível principalmente em dispositivos Android, mas a expectativa é que se expanda para mais usuários em breve.

### Praticidade exige mais controle financeiro

Apesar de o Pix ter tornado os pagamentos super rápidos, é importante lembrar que essa facilidade exige disciplina financeira. Como o pagamento é instantâneo, muitos acabam gastando sem nem perceber o impacto no orçamento. Por isso, algumas dicas são sempre válidas: acompanhar regularmente o saldo bancário, registrar as despesas, estabelecer limites de gastos, evitar compras por impulso e manter um planejamento financeiro mensal. A tecnologia facilita, mas o controle das finanças depende dos hábitos de cada um.

### Por que o Pix cresceu tão rapidamente?

O sucesso do Pix pode ser atribuído a vários fatores. Primeiro, a rapidez nas transferências, que são feitas em segundos. Depois, a disponibilidade, já que o sistema funciona até mesmo nos fins de semana e feriados. E não podemos esquecer da facilidade: não é preciso informar todos os dados bancários ao usar uma chave Pix. Além disso, a maioria das operações para pessoas físicas é gratuita, o que tornou a adoção da ferramenta um fenômeno em todo o país.

O levantamento da Serasa entrevistou 1.184 brasileiros entre os dias 2 e 9 de setembro de 2025, e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. O que fica claro é que o Pix não é apenas uma alternativa – ele se tornou uma das principais formas de pagamento no Brasil. Com a redução do uso do dinheiro em espécie e a queda nos boletos e cartões físicos, estamos vendo uma mudança significativa no comportamento financeiro da população. E com novas funcionalidades surgindo, como o Pix por aproximação, a tendência é que essa forma de pagamento continue crescendo nas transações do dia a dia.

Italo Pastorini

Redator interno do portal Direito do Brasileiro.

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