EUA impõem taxas sobre pescados brasileiros; confira a lista
Para esclarecer as dúvidas do setor pesqueiro, o Ministério da Pesca e Aquicultura divulgou uma lista com os peixes e crustáceos que serão afetados pela nova taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos. Essa decisão é importante, especialmente porque a maioria dos produtos isentos representa uma grande parte das exportações brasileiras de pescados destinadas ao mercado americano em 2025. Vamos entender melhor quais produtos foram taxados, quais ficaram de fora e o que isso significa para os produtores, exportadores e consumidores.
Quais pescados ficaram isentos da tarifa dos EUA?
A lista traz uma boa notícia: muitos produtos continuarão a ser exportados para os Estados Unidos sem a taxa adicional. Segundo o Ministério, esses itens isentos correspondem a 89,2% do valor que o Brasil deve exportar para os EUA em 2025. Isso é um alívio para empresas que dependem desse mercado. Entre os produtos que não pagarão a sobretaxa, podemos destacar:
- Albacora-laje fresca ou refrigerada
- Albacora-bandolim fresca ou refrigerada
- Cavalinhas frescas ou refrigeradas
- Espadarte fresco ou refrigerado
- Tilápia fresca ou refrigerada
- Tilápia inteira congelada
- Filé de tilápia fresco ou refrigerado
- Lagosta congelada
- Outros peixes congelados, como corvina, pescadas e garoupas
Esses produtos, especialmente a tilápia e a lagosta, são bastante relevantes nas exportações brasileiras, e a isenção da taxa traz um fôlego extra para o setor.
Quais produtos passaram a pagar a tarifa de 25%?
Apesar das boas notícias, alguns produtos não tiveram a mesma sorte e agora estão sujeitos à nova cobrança. A lista inclui:
- Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana
- Outros peixes de determinadas famílias e espécies
- Filé de tilápia congelado
- Outras carnes de peixes, frescas ou congeladas
- Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas
- Algas para alimentação humana
É curioso notar que produtos da mesma espécie podem ter tratamentos diferentes quando se trata de tarifas. Por exemplo, enquanto a tilápia fresca e refrigerada está isenta, o filé congelado entra na lista de taxados. Isso acontece por causa dos códigos específicos que classificam mercadorias no comércio internacional.
Por que os Estados Unidos impuseram a nova tarifa?
Essa tarifa entrou em vigor após uma investigação do governo americano, que concluiu que algumas políticas do Brasil prejudicam o comércio bilateral. Entre os pontos levantados estão questões como o sistema de pagamentos instantâneos, regras para plataformas digitais e outras barreiras comerciais. Essa ação faz parte de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos para revisar as condições de acesso de produtos estrangeiros ao seu mercado.
O que muda para os exportadores brasileiros?
Com a nova taxa, os efeitos variam conforme o produto. Para quem exporta itens isentos, a competitividade deve se manter, já que não haverá aumento nos custos. Por outro lado, aqueles que vendem produtos agora taxados podem enfrentar maiores desafios. Isso pode significar custos adicionais e até a necessidade de renegociar contratos. A situação pode ficar ainda mais complexa, dependendo da demanda internacional e da capacidade dos importadores de absorver esses custos.
Consumidores brasileiros serão afetados?
Os consumidores no Brasil devem sentir os efeitos de forma indireta. Como a tarifa afeta exportações para os EUA, não há um aumento garantido nos preços internos. Contudo, se alguns produtos não forem vendidos facilmente no exterior, pode haver um redirecionamento da produção para o mercado brasileiro, o que pode influenciar oferta e preços. O impacto vai depender de quanto tempo as tarifas permanecerão em vigor e como o mercado reagirá.
O que acontece agora?
Com a tarifa já aplicada, as empresas exportadoras estão atentas aos desdobramentos das negociações entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro também está de olho nas consequências para diferentes setores e pode considerar medidas de apoio ou buscar formas diplomáticas de resolver as restrições comerciais. À medida que a situação evolui, novas atualizações sobre produtos tarifados ou isentos podem surgir.
Essa divulgação pelo Ministério da Pesca e Aquicultura trouxe uma visão mais clara sobre os impactos da nova tarifa. Embora alguns produtos tenham sido afetados, a maior parte do valor das exportações permanece isenta, o que é um alívio para o mercado pesqueiro. Para as empresas, acompanhar as mudanças nas negociações será crucial para planejar o futuro e lidar com os desafios que vêm pela frente.





