Gestação de alto risco não precisa de carência no INSS
A nova norma trouxe uma mudança importante para as gestantes em situações de alto risco. Agora, elas não precisam mais fazer as 12 contribuições mensais para conseguir certos benefícios, desde que cumpram os outros requisitos legais. Essa atualização é um passo significativo na proteção social dessas mulheres, que muitas vezes enfrentam momentos de vulnerabilidade. Além disso, também traz mais clareza para empregadores e profissionais da área previdenciária.
Vamos entender melhor o que mudou, quem pode se beneficiar e como funciona o processo de solicitação desse benefício.
O que mudou nas regras do INSS para gestantes de alto risco?
Com a nova Portaria Interministerial MPS/MS nº 15/2026, a gestação de alto risco agora é uma condição que dispensa a carência exigida para acessar os benefícios por incapacidade. Antes, as seguradas precisavam de pelo menos 12 contribuições mensais para ter direito a benefícios como o auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez. Agora, essa regra não se aplica mais para aquelas diagnosticadas com gestação de alto risco, desde que atendam aos demais requisitos da legislação.
O que é a carência no INSS?
A carência é o número mínimo de contribuições que uma pessoa precisa fazer ao INSS para ter direito a certos benefícios. Para a maioria dos benefícios por incapacidade, o padrão é de 12 meses de contribuição. No entanto, existem exceções para doenças graves e outras situações consideradas de relevância social. Agora, a gestação de alto risco é oficialmente uma dessas exceções.
A nova regra elimina todos os requisitos?
Não exatamente. A nova norma só elimina a exigência da carência. As seguradas ainda precisam atender a outros critérios, como:
- Comprovar que são seguradas do INSS.
- Demonstrar a incapacidade para o trabalho, se isso for necessário para o benefício solicitado.
- Apresentar documentos médicos que comprovem a condição de saúde.
- Realizar a perícia médica, quando for o caso.
Portanto, só estar grávida de alto risco não garante automaticamente o benefício. Cada pedido será analisado de forma individual.
Quais benefícios são alcançados pela nova regra?
Essa mudança se aplica a benefícios por incapacidade dentro do Regime Geral de Previdência Social. Os principais benefícios incluem:
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Benefício por incapacidade temporária: Antes conhecido como auxílio-doença, é destinado a quem não pode trabalhar temporariamente por motivos de saúde. Se a gestação de alto risco impedir a atuação profissional, a segurada pode solicitar esse benefício sem precisar cumprir a carência.
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Aposentadoria por incapacidade permanente: Antigamente chamada de aposentadoria por invalidez, é concedida quando a incapacidade é considerada permanente e não há possibilidade de reabilitação. A dispensa da carência também se aplica aqui, desde que os outros requisitos sejam atendidos.
Por que a regra foi alterada?
Essa mudança é resultado de uma decisão judicial na Ação Civil Pública nº 5051528-83.2017.4.04.7100, que determinou que a gestação de alto risco deveria ser incluída nas situações que dispensam a carência. Os Ministérios da Previdência Social e da Saúde, então, atualizaram a regulamentação para atender a essa decisão.
Como comprovar a gestação de alto risco?
A documentação médica é fundamental para solicitar o benefício. Embora cada caso seja único, você pode precisar apresentar:
- Laudos médicos.
- Exames.
- Relatórios do obstetra.
- Prontuários clínicos.
O INSS pode pedir uma perícia médica para verificar a incapacidade e confirmar se todos os requisitos legais foram cumpridos.
O que muda para as empresas e profissionais de RH?
As áreas de recursos humanos e consultorias previdenciárias devem estar atentas a essa nova norma. Embora a concessão do benefício continue sendo responsabilidade do INSS, os empregadores podem ajudar as funcionárias gestantes a entender a nova regra e organizar a documentação necessária. Isso pode facilitar o processo e reduzir incertezas durante o afastamento relacionado a gestação de alto risco.
Qual o impacto prático da nova portaria?
Antes dessa norma, muitas gestantes com alto risco enfrentavam confusões sobre a necessidade de cumprir as 12 contribuições. Isso gerava discussões administrativas ou até judiciais. Agora, com a atualização, a dispensa da carência está claramente definida, o que torna o processo mais seguro e uniforme. Isso também fortalece a proteção previdenciária para gestantes que passam por complicações durante a gravidez.
Como solicitar o benefício?
As seguradas que atenderem aos requisitos podem solicitar o benefício pelos canais oficiais do INSS. Durante o processo, será preciso apresentar a documentação médica e, se convocadas, realizar a perícia médica para avaliação da capacidade de trabalho. Se o pedido for negado, é possível entrar com um recurso administrativo ou buscar a via judicial, dependendo da situação.





