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R$ 6,2 bilhões em dinheiro esquecido ainda podem ser sacados

Muita gente já deve ter ouvido falar do Sistema de Valores a Receber (SVR), mas você sabia que, segundo dados do Banco Central de maio de 2026, o montante disponível caiu de R$ 10,3 bilhões para R$ 6,2 bilhões? Isso representa uma queda de quase 39,5%! A principal razão para essa diminuição foi a transferência de recursos não resgatados para ajudar o fundo que apoia o programa de renegociação de dívidas do governo federal. Apesar dessa redução, ainda há milhões de cidadãos e empresas que têm valores a consultar e a sacar.

O que causou essa queda?

Muita gente pode pensar que a redução no montante acontece porque os brasileiros correram para sacar tudo que era esquecido. Na verdade, grande parte desse valor foi usada para fortalecer o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que garante segurança às instituições financeiras que participam do Novo Desenrola Brasil. O governo deu um prazo para que as pessoas fossem avisadas e pudessem solicitar o resgate antes de os recursos serem transferidos definitivamente. Isso fez com que a soma total do SVR despencasse entre abril e maio.

Onde está a maior parte do dinheiro esquecido?

Os dados mostram que os valores esquecidos estão espalhados por diferentes instituições financeiras. As administradoras de consórcios são as que guardam a maior parte, com cerca de R$ 2,9 bilhões. Depois, vêm os bancos tradicionais, cooperativas de crédito e financeiras. É interessante notar que o dinheiro esquecido não está apenas em contas bancárias encerradas; ele pode vir de cotas de consórcios, tarifas cobradas a mais, saldos antigos e outras situações que o Banco Central prevê.

Vale a pena consultar?

A resposta é sim! Mesmo com a diminuição do total, milhões de CPFs e CNPJs ainda têm valores registrados no SVR. Embora a maioria dos créditos seja pequena, algumas pessoas podem ter direito a quantias mais significativas. O Banco Central destaca que cerca de dois terços dos valores disponíveis são inferiores a R$ 10, mas ainda há recursos que ultrapassam R$ 1 mil para alguns beneficiários.

Como consultar se há dinheiro esquecido?

Consultar se você tem dinheiro esquecido é simples e gratuito. É só acessar o Sistema de Valores a Receber, informar seu CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou a data de criação da empresa. Se houver recursos disponíveis, o sistema vai te orientar sobre como solicitar a devolução. Para finalizar o pedido, é necessário ter uma conta Gov.br com nível prata ou ouro.

Quais cuidados tomar?

Com o aumento da procura, os golpes também aumentam. Lembre-se: o Banco Central nunca envia links por mensagens ou redes sociais pedindo pagamento de taxas para liberar valores. A consulta é sempre gratuita, então desconfie de qualquer pedido de depósito antecipado. Utilize apenas os canais oficiais do governo para consultar ou solicitar o resgate.

O dinheiro pode ser perdido?

Infelizmente, sim. Depois que os prazos legais acabam e o dinheiro é transferido para o Fundo Garantidor de Operações, o titular deve seguir os procedimentos legais para tentar reaver os valores. Por isso, é bom ficar de olho e fazer consultas periódicas no SVR sempre que houver atualizações.

Perguntas frequentes

Quem pode consultar o Sistema de Valores a Receber?
Qualquer pessoa física com CPF ou empresa com CNPJ pode verificar se possui valores esquecidos. Herdeiros e representantes legais também podem fazer consultas.

É possível consultar dinheiro de uma pessoa falecida?
Sim, é possível verificar se pessoas falecidas deixaram recursos. O saque depende da comprovação da condição de herdeiro ou representante legal.

As empresas também podem ter dinheiro esquecido?
Sim, tanto empresas encerradas quanto em atividade podem ter créditos de contas antigas e tarifas cobradas indevidamente.

Qualquer valor pode ser solicitado?
Sim, não há valor mínimo para solicitar o resgate. Até centavos podem ser pedidos.

Quanto tempo leva para receber o dinheiro?
O prazo varia de acordo com a instituição financeira, mas muitos casos de devolução ocorrem em poucos dias úteis.

Posso consultar mais de uma vez?
Claro! O Banco Central recomenda que você faça consultas regulares, pois novas informações podem ser adicionadas.

O dinheiro rende enquanto permanece esquecido?
Não necessariamente. Os recursos não funcionam como uma aplicação financeira e dependem da origem do crédito.

É preciso pagar alguma taxa para receber?
Não! A consulta e o resgate são gratuitos. Qualquer cobrança é um sinal claro de golpe.

Posso autorizar outra pessoa a fazer o resgate?
Sim, com procuração ou representação legal, desde que cumpridas as exigências do Banco Central.

O dinheiro pode voltar ao Sistema após ser transferido ao FGO?
Isso segue regras específicas. Se houver possibilidade legal de reivindicação, o interessado deve seguir os passos definidos pelo governo.

Existem prazos para consultar o sistema?
O sistema está disponível para consultas, mas prazos legais podem variar conforme a legislação, então é melhor não deixar para depois.

Quais são os golpes mais comuns?
Os golpistas costumam enviar mensagens informando sobre dinheiro disponível e pedem pagamento antecipado. Sempre desconfie!

Como saber se um site é realmente oficial?
A consulta deve ser feita apenas pelo Sistema de Valores a Receber do Banco Central e pelo portal Gov.br. Cuidado com sites que pedem taxas ou dados sensíveis.

Posso receber o dinheiro via Pix?
Sim, se a instituição permitir, o pagamento pode ser feito via Pix, desde que você informe uma chave válida.

Vale a pena consultar mesmo achando que não há valores?
Com certeza! Muitas pessoas descobrem pequenos créditos de contas antigas ou tarifas devolvidas. Como a consulta é gratuita, vale a pena conferir de vez em quando.

Italo Pastorini

Redator interno do portal Direito do Brasileiro.

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