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PIS/Pasep 2026: pagamento para nascidos em julho e agosto

O abono salarial é um benefício anual que oferece uma ajudinha financeira para os trabalhadores com salários mais baixos. Em 2026, dependendo do tempo que a pessoa trabalhou no ano anterior, o valor pode até se igualar a um salário mínimo completo. Se você está curioso sobre como funciona e se tem direito, é fácil verificar essas informações pelos canais oficiais do governo.

Atualmente, quem pode receber o PIS/Pasep 2026 são os trabalhadores nascidos em julho e agosto que atendem a todos os requisitos. Para ter acesso ao benefício, é preciso ter uma média de recebimento de até dois salários mínimos por mês em 2024, o que, em 2026, significa ganhar até R$ 2.766 por mês. Além disso, existem alguns critérios que precisam ser seguidos:

  • Estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos.
  • Ter trabalhado formalmente por, pelo menos, 30 dias no ano de 2024.
  • Ter um empregador que contribua para o programa.
  • Ter os dados corretamente registrados pelo empregador no eSocial ou em sistemas oficiais.

Cumprir todas essas condições é essencial para garantir o recebimento do benefício.

Como é feito o cálculo do abono salarial

O valor do PIS/Pasep não é o mesmo para todo mundo. Ele é proporcional ao tempo que você trabalhou durante o ano-base. A conta é baseada no salário mínimo que estiver vigente em 2026, que será de R$ 1.621. A fórmula é simples:

Valor do benefício = salário mínimo ÷ 12 × meses trabalhados.

Por exemplo, se você trabalhou os 12 meses de 2024, receberá R$ 1.621. Aqui estão alguns exemplos práticos de como isso se traduz em números:

  • Se trabalhou 1 mês: cerca de R$ 135.
  • Se trabalhou 3 meses: aproximadamente R$ 405.
  • Se trabalhou 6 meses: em torno de R$ 810.
  • Se trabalhou os 12 meses: R$ 1.621.

O cálculo é feito automaticamente, com base nas informações que os empregadores enviam.

Diferença entre PIS e Pasep

É comum ouvir as duas siglas juntas, mas é bom saber que PIS e Pasep atendem públicos diferentes. O PIS, ou Programa de Integração Social, é voltado para os trabalhadores da iniciativa privada e o pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep, que significa Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, é para os servidores públicos e os pagamentos são realizados pelo Banco do Brasil. Apesar das diferenças, as regras para receber o abono salarial são bem parecidas.

Como checar se o benefício foi liberado

Verificar se você tem direito ao abono salarial é bem fácil e pode ser feito sem sair de casa. Aqui estão algumas maneiras práticas de fazer isso:

  • Carteira de Trabalho Digital: Neste aplicativo, você pode conferir se tem direito ao benefício, o valor disponível, a data de pagamento e qual instituição fará o depósito.

  • Portal Gov.br: Uma plataforma com informações atualizadas sobre o abono salarial e outros benefícios trabalhistas.

  • Central de atendimento: Para quem prefere o contato direto, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil têm canais oficiais para esclarecimentos.

Como receber o pagamento

Os trabalhadores da iniciativa privada recebem o pagamento preferencialmente pela Caixa Econômica Federal. O crédito pode ser feito diretamente em conta corrente, poupança ou conta digital, dependendo do tipo de conta que você possui. Para os servidores públicos, o pagamento do Pasep é feito pelo Banco do Brasil, que oferece diversas opções para saque e transferência. Se o valor não for depositado automaticamente, é bom consultar as orientações do banco responsável.

Prazos importantes

Fique atento aos prazos! Os valores liberados em 2026 poderão ser sacados até 30 de dezembro de 2026. Se você não retirar o benefício até essa data, terá que seguir um processo específico para solicitar a liberação do valor depois. Por isso, é recomendável que você verifique regularmente sua situação nos canais oficiais para não perder o prazo.

O que fazer se o benefício não aparecer

Às vezes, mesmo achando que tem direito ao abono salarial, a pessoa pode não encontrar o pagamento disponível. Isso pode acontecer por algumas razões, como:

  • Dados incorretos enviados pelo empregador.
  • Informações que não foram processadas pelo sistema.
  • Divergências nos cadastros.
  • Não cumprimento de algum requisito.

Se isso acontecer, a dica é verificar os dados na sua Carteira de Trabalho Digital e conversar com o setor de recursos humanos da empresa ou com o órgão responsável pelo seu vínculo empregatício. Eles poderão confirmar se tudo foi transmitido corretamente.

Italo Pastorini

Redator interno do portal Direito do Brasileiro.

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