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PIS/Pasep 2026: beneficiários de quarta-feira

Muita gente tem dúvidas na hora de receber o abono salarial, não é mesmo? Questões como quem pode receber, qual o valor e como verificar a situação do pagamento costumam surgir a cada calendário de pagamentos. O abono salarial tem regras bem específicas, que são definidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e leva em conta informações sobre o vínculo empregatício de anos anteriores. Aqui, vamos esclarecer quem tem direito ao pagamento nesta quarta-feira, como consultar sua situação e o que fazer se o dinheiro não for depositado automaticamente.

O que é o abono salarial PIS/Pasep?

O abono salarial é um benefício anual oferecido pelo Governo Federal para trabalhadores que atendem a certos requisitos. Muitas pessoas confundem esse abono com o saldo do PIS ou do Pasep, mas eles são programas diferentes. Basicamente, o abono funciona como um “14º salário” parcial, destinado a quem recebeu remuneração dentro de um limite estipulado pelo governo e cumpriu outras exigências ao longo do ano-base.

Esse benefício é gerenciado pelo MTE. O PIS é voltado para trabalhadores da iniciativa privada e é pago pela Caixa Econômica Federal, enquanto o Pasep é para servidores públicos e é pago pelo Banco do Brasil. Apesar de serem administrados por instituições diferentes, ambos seguem as mesmas regras.

Quem recebe o pagamento nesta quarta-feira?

Nesta fase do calendário, recebem os trabalhadores que nasceram em setembro e outubro. O crédito será feito conforme o cronograma oficial do MTE. Se a data de pagamento cair em um sábado, domingo ou feriado, o depósito será realizado no primeiro dia útil seguinte.

Quem tem direito ao PIS/Pasep 2026?

Para receber o abono salarial, é preciso atender a alguns critérios. O pagamento faz referência ao trabalho realizado em 2024, que é o ano-base. As condições são as seguintes:

  • Estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos.
  • Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias durante 2024.
  • Receber uma remuneração média mensal de até R$ 2.765,92.
  • Ter os dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

Por que existe o limite de renda?

Esse limite de renda existe para que o abono beneficie trabalhadores com menor remuneração. Ou seja, quem ultrapassa esse teto não poderá receber o pagamento, mesmo que tenha trabalhado o ano todo.

Quanto cada trabalhador recebe?

O valor do benefício não é fixo e varia conforme o tempo trabalhado com carteira assinada. Quem trabalhou os 12 meses de 2024 recebe o valor integral, que corresponde ao salário mínimo atual: R$ 1.621. Para quem trabalhou menos, o valor é proporcional. Aqui estão alguns exemplos:

  • 1 mês: R$ 136
  • 3 meses: R$ 405
  • 6 meses: R$ 811
  • 9 meses: R$ 1.216
  • 12 meses: R$ 1.621

Como saber se você vai receber?

Consultar sua situação é bem fácil e pode ser feito pela internet. As duas formas mais usadas são:

Pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital:

  • Abra o aplicativo.
  • Faça login com sua conta Gov.br.
  • Vá até a opção de Benefícios e Abono Salarial.
  • Veja se há pagamento disponível. Além de informar sobre o direito ao benefício, o sistema mostra o valor e a data do depósito.

Pelo Portal Gov.br:

  • Entre no portal com seu CPF e senha.
  • Acesse a área do Abono Salarial para verificar a situação do benefício.

Como o dinheiro é pago?

O pagamento varia dependendo do programa. Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS), a Caixa Econômica Federal realiza o pagamento. Se você tem conta na Caixa, normalmente recebe automaticamente. Caso não tenha, o banco pode disponibilizar o valor via Poupança Social Digital ou permitir o saque em canais autorizados.

Para os servidores públicos (Pasep), o pagamento é feito pelo Banco do Brasil, e quem é cliente da instituição recebe o depósito diretamente na conta. Se não tiver conta no banco, existem outras formas de receber.

O que fazer se o benefício não aparecer?

Se o pagamento não aparecer, não se preocupe! Primeiro, confira se você cumpriu todos os requisitos. Se achar que tem direito, mas a consulta não traz informações, faça o seguinte:

  • Verifique se os dados do seu vínculo empregatício foram enviados corretamente pelo empregador.
  • Consulte novamente após alguns dias.
  • Procure um posto do Ministério do Trabalho ou contate os canais oficiais de atendimento.

Muitas vezes, problemas no envio das informações pelas empresas podem atrasar o processamento.

Existe prazo para sacar o dinheiro?

Sim, existe um prazo. Você pode retirar o abono até o fim do calendário de pagamentos de 2026. Se deixar para sacar depois desse período, perde o direito ao crédito naquele exercício. Mas a legislação permite solicitar a liberação do benefício não sacado, desde que o pedido seja feito no período previsto em norma específica. Portanto, é bom não deixar para a última hora.

Quais são as próximas datas do calendário?

Após o pagamento para quem nasceu em setembro e outubro, ainda restam algumas datas. O calendário segue assim:

  • 15 de julho: nascidos em setembro e outubro.
  • 16 de agosto: nascidos em novembro e dezembro (o pagamento foi ajustado porque o dia 15 cai em um domingo).

Por que o PIS/Pasep gera tantas dúvidas?

Isso acontece porque muitas pessoas confundem diferentes benefícios relacionados ao trabalho. O abono salarial não é o mesmo que o saldo das cotas antigas do PIS/Pasep, nem tem relação com o FGTS. Além disso, o abono leva em conta informações do ano-base, e não do ano do pagamento. Assim, mesmo quem tem um salário maior atualmente pode ter direito ao abono, se atender aos critérios de 2024.

O que fazer agora?

Se você nasceu em setembro ou outubro, é uma boa ideia consultar sua situação assim que o pagamento for liberado. Isso pode ser feito rapidamente pelo aplicativo ou pelo portal do governo. E se você tem direito, fique de olho na data do crédito e não esqueça de sacar dentro do prazo. Para aqueles que ainda vão receber nas próximas datas, a dica é manter os dados atualizados e acompanhar as informações nos canais oficiais do MTE.

Italo Pastorini

Redator interno do portal Direito do Brasileiro.

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