Parker Hannifin encerrará atividades em SP; entenda os impactos
A recente decisão da Parker Hannifin de fechar sua unidade em Jacareí trouxe bastante preocupação para os funcionários e suas famílias. A empresa mencionou que pode transferir alguns trabalhadores para outras unidades, mas ainda não esclareceu quantas vagas estarão disponíveis ou quais critérios serão utilizados. Isso deixou muitos no escuro sobre o futuro, e as garantias de emprego são agora uma prioridade para os colaboradores.
A Parker Hannifin, uma gigante no setor de tecnologias de movimento e controle, anunciou que o fechamento faz parte de uma reorganização das operações no Brasil. A ideia, segundo a empresa, é otimizar a produção, centralizando atividades em outras fábricas. A unidade de Jacareí é responsável pela fabricação de válvulas, principalmente usadas nos setores agrícola e industrial. Apesar da confirmação do encerramento, a Parker ainda não informou onde esses produtos serão fabricados nem quando a produção será finalizada.
Neste momento, cerca de 100 funcionários estão na expectativa de saber o que acontecerá com seus empregos. A empresa garantiu que, até que uma nova situação se estabeleça, os salários e benefícios continuarão sendo pagos. Porém, a incerteza sobre quantos poderão ser realocados e quais serão as condições de trabalho na nova unidade gera ansiedade entre os trabalhadores. Aqueles que não aceitarem a transferência poderão enfrentar demissões, mas o número exato ainda depende das negociações em andamento.
Após o anúncio, os funcionários decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado. Isso aconteceu logo após uma assembleia, onde eles buscaram pressionar a Parker Hannifin a reavaliar sua decisão ou apresentar alternativas para preservar os postos de trabalho. Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem transferências para todos, estabilidade de emprego por pelo menos um ano para quem aceitar mudar de unidade e a manutenção dos postos sempre que possível.
Durante as primeiras negociações, a Parker Hannifin ofereceu uma indenização de R$ 2 mil para aqueles que forem demitidos. No entanto, o Sindicato dos Metalúrgicos considerou a proposta insuficiente e fez uma contraproposta bem mais robusta, pedindo indenização de 20 salários para os que não forem transferidos, além da manutenção dos benefícios por 18 meses e garantias especiais para empregados com doenças ocupacionais.
Apesar da mobilização, a empresa reafirmou que a decisão de fechar a unidade é definitiva e parte de um plano de otimização. O sindicato, por sua vez, criticou a falta de diálogo prévio e se juntou a representantes da Prefeitura de Jacareí para discutir os impactos econômicos da medida.
A Parker Hannifin, fundada em 1917, opera em diversos segmentos industriais e está presente em 44 países. Com aproximadamente 58 mil funcionários globalmente, a empresa teve um faturamento de cerca de US$ 19,9 bilhões em 2025. Esses números foram utilizados pelo sindicato para argumentar que a empresa tem condições financeiras de manter suas operações em Jacareí.
Embora a unidade tenha cerca de 100 empregados, ainda é incerto quantos deles poderão ser realocados. O futuro dos trabalhadores depende das negociações em curso e das propostas que a empresa apresentará. O fechamento pode afetar não apenas os empregados, mas também a economia local, com possíveis repercussões na renda das famílias, fornecedores e serviços prestados.
As negociações continuam e, enquanto não houver um acordo sobre transferências e garantias trabalhistas, a greve seguirá. A Parker Hannifin mantém sua posição de que o fechamento da fábrica faz parte de sua estratégia operacional e não será revertido. Essa é uma fase de incerteza para os trabalhadores, que precisam acompanhar de perto as assembleias e propostas para entender melhor os seus direitos e as alternativas disponíveis.





